Devil May Cry: Ninja Theory explica a decisão de reinventar a série

Fonte Baixaki Jogos
Trailer TGS 2010

Se você andava indignado com o visual meio “Vampiro Edward” do novo Dante, saiba que existe um motivo bastante razoável para isso. Pelo menos é o que apregoa a Ninja Theory, desenvolvedora que assume as cordas da franquia no próximo titulo, DmC: Devil May Cry.

Segundo o diretor criativo do estúdio, Tameem Antoniades, a ideia é que a experiência toda seja “legal”. Basicamente: “A ideia é tornar Dante legal e fazer com que você ache legal enquanto joga, tanto o combate como o estilo e tudo o mais”, afirmou Antoniades ao site 1.UP.

Então DMC não era legal? Sim, ERA, mas, aparentemente, não é mais. “Você sabe, o que era legal 12 anos atrás — acredito que foi quando o primeiro jogo foi lançado [foi há 9 anos, conforme correção do site VG247] — já não é mais legal”. Antoniades acrescenta ainda: “Se Dante, vestido daquela forma [dos jogos antigos], entrasse em qualquer bar fora de Tóqui, as pessoas ririam dele”. Supostamente, porque isso não seria “legal”, certo?

Mas há uma retratação, naturalmente. “O que Devil May Cry fez quando foi lançado foi trazer [para os games] o que de melhor havia em termos de ação cinematográfica, como o estilo e a música — era como uma fusão cultural —, e eu acho que agora, para que Devil May Cry tenha o mesmo impacto, ele precisa apostar em coisas novas”, afirma o desenvolvedor. Em outras palavras, “nova música, novas formas de cinematografia, novo estilo”.

Conforme já era esperado, as reações em relação ao look “emo” do novo protagonista não foram propriamente positivas. Até mesmo o criador original da série, Hideki Kamiya, manifestou-se imediatamente contra a reformulação da série.

Já o diretor da Ninja Theory afirmou que gostou da proposta de Kamiya em Bayonetta. Ou quase. “Eu gostei do jogo. Acho que é ótimo. (…) E é totalmente extremo”. Entretanto, “em termos de ‘eu realmente acho isso legal?’ Não, não de fato. Eu o acho caricato e exagerado, muito ‘japonês para aquele estilo exagerado funciona bem, mas não é o que eu quero”, conclui Antoniades.

Dante sem camisa e com suspensórios?

Ok, então o visual “ocidentalizado” escolhido para o novo Dante não caiu imediatamente no gosto popular. Mas saiba que, além da versão atual (supostamente definitiva), existiram outras propostas. Algumas verdadeiramente canhestras. “Nós tínhamos uma versão sem camisa de Dante, que utilizava apenas suspensórios” declarou o produtor da Capcom para a América do Norte, Alex Jones, ao site Kotaku.com.

Segundo Jones, “parecia que ele [Dante] tinha acabado de sair de um show do Clash. Isso foi o mais longe que a Ninja Theory foi com a concepção do desing do personagem”. O produtor ainda acrescenta: “Quando [Keiji] Inafune viu aquilo ele disse: ‘eu acho q não’”. Entretanto, Jones endossa a abordagem da Ninja Theory, afirmando que a reelaboração da série é necessária para fazer “o jogo relevante para as audiências atuais”.

E não faltam exemplos para a novas proposta: “Olhe para o filmes ‘O Cavaleiro das Trevas’”, por exemplo. “Ele partiu das concepções góticas dos primeiros filmes do Batman para uma Chicago penumbrenta dos dias atuais”. Por fim, Jones conclui que a ideia é atualizar e amadurecer Devil May Cry.

Cassino Royale: mais analogias…

Caso ainda faltem comparações para justificar oreboot de DMC, fique com mais essa: a Capcom e a Ninja Theory enxergam o novo Dante de forma análoga ao James Bond do filmes Casino Royale. Em outras palavras, um herói ainda rude, e sem o desenvolvimento social e técnico que ganharia posteriormente — sem falar na misoginia, é claro.
Basicamente, “quando você assiste Cassino Royale”, afirma Alex Jones, “você encontra umBond que ainda não matou ninguém, o que é uma experiência bastante traumática”. Ele continua: “ele [James Bond] ainda não é polido e encantador, mas você pode vislumbrar a essência daquilo que ele se tornará”.

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